segunda-feira, 22 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

UM DIÁRIO

Eu posso não ser a mais rica, a mais bonita, a mais fashion das turmas e lugares que frequento. Também não sou a mais gente boa, fina, daquele tipo que quer agradar sempre, ser sempre simpática e sorridente.
Sou de hábitos simples, que tenta os hábitos mais saudáveis, pelo menos, e que curte os prazeres sutis que a vida está sempre me proporcionando. Pois uma coisa eu posso dizer com convicção: A vida sempre foi muito generosa comigo.
Mas a vida às vezes também é cruel. Minto. As pessoas. Minto. Algumas pessoas.
Algumas pessoas são realmente muito cruéis. Conhecem o seu ponto fraco e não hesitam nem por um segundo em atingí-lo. Lembrar que ele existe, sim! Sabendo que isso irá causar muita dor, ainda assim não recuam.
Uma pena, mas essas pessoas existem.
Quando sou vítima desses sub-humanos, vampiros, respiro fundo e ponho mais fé ainda na boa humanidade e numa força maior que é o bem que eu pratico e acredito. Tento me inundar de boas vibrações que pessoas do bem e que bem me querem transmitem a todo momento. Isso enche a minha vida. Me conforta e alimenta. Alivia a dor. E me faz acreditar, dia após dia, que todo o bem que eu pratico retornará em dobro. E as pessoas que me querem bem são as que ficarão comigo até o fim. Muita sorte a elas!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

" A ARTE DE FALAR E SER OUVIDA"

Um trecho do livro "A nova mulher" de Marina Colasanti

"(...)A verdade é que poucos falam porque poucos se sentem no direito à palavra.

Embora falar seja a coisa mais imediata e espontânea em qualquer ser humano, a palavra foi sempre usada pela sociedade de maneira muito mais complexa, e fundamentalmente repressiva.

Todos falam, é verdade, mas nem todos dizem o que pensam. Porque a palavra é veículo dos pensamentos e das vontades, e como tal foi desde cedo restringida àqueles cujos pensamentos pudessem ser de valia à comunidade. E quem estabelecia quais eram os donos dos pensamentos mais excelsos? Os que, pela fé, pelo dinheiro, pela força, tinham o poder.

Vítimas da repressão da fala - Há muito os donos do poder são os homens. E, como tais, há muito são donos do direito de falar.

Tiraram esse direito às crianças(...)

Apesar disso tudo, porém, acontece às vezes de ela querer ter suas próprias idéias. E acontece de ela querer ir mais além, de querer expressá-las com suas próprias palavras, com sua própria boca. É uma audaciosa. Mas, por mais audaciosa que seja, traz a reboque a carga que lhe foi imposta desde o início, a carga do silêncio. E é apenas normal que, no início de sua longa escalada verbal, sinta pequenos ou grandes medos, insegurança, súbita vontade de refugiar-se no ventre seguro da mudez, de voltar à área que lhe é unanimemente consentida(...)"

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Desencana!

"Tire férias de todo esse tempo que passou querendo compreender o SENTIDO das coisas.
Elas não têm o menor sentido"

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

NA MINHA OPINIÃO, FANTÁSTICO!

MURO BOM TEM CACO
POR FABRIZIO BARON

"Todo dia aparece uma nova conclusão sobre qualquer assunto. O que era bom hoje não é mais amanhã. Saudável pro método científico, a dúvida gera investigações que descartam uma idéia em prol de outra melhor. Esse processo se chama evolução, inimigo natural de tradicionalistas e religiosos. Porém, quando se pergunta algo sério para maioria dos políticos, a resposta é sempre em cima do muro. Confrontados em discussões polêmicas, relativizam tudo e não escolhem lado algum, pois não querem ser "desagradáveis". Uma opinião firme sobre, por exemplo, a questão da corrupção moral brasileira teria muito mais valor se fosse aplicada na prática. Enforcar ou envenenar um deputado filho da puta de vez em quando não seria extremismo, mas um ato de justiça na situação de emergência que vivemos. A seguir, algumas opiniões randomicamente sangradas e caídas do muro.

Enquanto se decide aonde vão os malditos e inúteis acentos gráficos das línguas latinas, alguém já leu todo o manual em inglês e inventou outro produto. Não fosse a língua inglesa, a revolução industrial não teria acontecido. A educação brasileira não prepara pessoas inteligentes, prepara vestibulandos estressados. Brasileiro é apaixonado por carro e odeia a vida, pois não sabe dirigir e morre por incompetência. Apenas sociólogos ainda creem que a má distribuição de renda seja o motor da violência. Israel é cercado por terroristas e é muitas vezes mais seguro que aqui.

O presidente do Irã é a prova da imortalidade da alma, no caso a de Hitler. O presidente do Brasil é uma alma brincalhona em cima dum muro sem caco de vidro. A questão agrária já não mais é uma causa social, mas um caso de polícia. Há 20 milhões de cães abandonados no pais pelo mesmo motivo de existirem milhões de favelados: nada é feito em tempo e com energia. O muro de Berlim tinha dois lados: um progressista e outro igual ao Fórum Social Neanderthal. A divisão de classes brasileira é mantida por playbas que não se importam em pagar três vezes mais por qualquer coisa que lá fora é acessível a todos. O transporte público daqui é perigoso, lento e poluidor, pois utiliza diesel com alta concentração de enxofre. Pela força do cinema, mil anos de história alemã ficaram manchados por alguns anos de imbecilidade nazista. Todas as religiões foram criadas por pessoas de saúde mental discutível. Jesus provavelmente não existiu, pois mulheres virgens não dão cria. Em nome de qualquer deus já se matou toda a humanidade inúmeras vezes.

Qualquer concurso de beleza que aceita mulher plastificada não tem validade lógica alguma. Nunca existiram comediantes internacionais que fossem brasileiros pois nossa própria realidade é uma comédia de humor negro e ruim. Pseudociências como astrologia, numerologia, tarot e romance ocupam boa parte do cérebro das brasileiras que não fazem sexo. A disciplina que tem o pior desempenho no ensino público é a matemática, e a profissão mais bem paga é a de juiz. Nunca existiu justiça no Brasil, pois como Darwin citou quando morou no Rio, todo corrupto tem pistolão e dá carteiraço. Eventualmente a vida neste planeta vai continuar sem a presença humana. Arrivederci, Gollum.
"

Texto retirado da coluna I SHOT MACUNAÍMA da revista VOID.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

UMA MENSAGEM PARA O ANO NOVO

Hoje é o primeiro dia do ano de 2010. Já rezei, acendi velinhas e incensos para o meu buda, organizei meus pensamentos para que no ano que entra eu seja uma pessoa melhor. Agora tô aqui fazendo o que ultimamente tenho gostado muito: deitada na minha cama lendo livros e escrevendo um pouco sobre coisas que penso, que quero e que não quero mais.

Nos últimos dez dias de dezembro venho me sentido meio estranha... Mas uma estranheza boa, diga-se de passagem. Finalmente pude clarear e ensolarar algumas idéias, apesar das chuvas ininterruptas e dias cinzentos que sempre influenciaram muito o meu estado de espírito.

E hoje ao acordar e revirar os livros de minha mãe à procura de boas palavras me deparei com um especial que ela me disse ser o seu "livro de cabeceira". Eu já havia lido e sou fã dessa escritora, Marina Colasanti. Então abri em uma página aleatoriamente e para minha surpresa fui presenteada não com boas palavras, mas com a tradução exata do momento que estou vivendo. E gostaria de compertilhá-las aqui no blog para quem quiser ler.

"A verdade é que a maioria das pessoas não é exatamente feliz. O que não equivale a ser infeliz. E aqui precisamos afinal tentar definir, ainda que de forma aproximada e, talvez, involuntariamente nebulosa, o que é a felicidade.

Felicidade não é alegria, embora possam andar juntas. O ser sempre alegre, esfuziante, brincalhão, pode no fundo não ser feliz. E uma pessoa feliz pode, por profunda consciência do mundo e de seus problemas, não ser alegre.

A felicidade, creio, é a proximidade de um conhecimento maior de si e dos outros, a possibilidade de uma maior integração com o universo.

Felicidade e paz interior são irmãs, ou são a mesma coisa, não tenho certeza. E por paz não se entenda o acomodar-se bovino, mas aquela espécie de serenidade que se alcança não ao dominar os próprios conflitos, mas ao conviver plenamente com eles (ou ao aprender a conviver com eles).

Felicidade é, de alguma maneira, sabedoria. Mas há graus de felicidade, assim como há graus de sabedoria, podendo uma pequena felicidade corresponder a uma pequena sabedoria. Por isso a felicidade não é propriamente alegre. Porque o ser feliz é um ser reflexivo, voltado para a compreensão do mundo, que do mundo absorve não só a beleza, como a miséria. O ser feliz é aquele mais generoso, de alma aberta não só para si, como para os outros.(...)

No processo de atendimento e entendimento dos seus desejos, tente sempre manter-se ligada em você mesma, respeitando aquilo que você pensa, em vez de se preocupar com aquilo que os outros vão pensar.

Somos, socialmente, educados para dar "boa impressão" e nossa primeira reação é olhar para o lado e procurar nos outros o efeito dos nossos atos. O mesmo ocorre com a felicidade. Se somos felizes procuramos não demonstrá-lo muito para não despertar "olho grande", e se não o somos cuidamos de escondê-lo atrás de sorrisos automáticos e de falsos "tudo bem". A felicidade plena e a plena infelicidade são assim frequentemente escamoteadas."

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

PEQUENO TRATADO SOBRE A MORTALIDADE DO AMOR

"Todos os dias morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição.

Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria do que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.

Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio ensurdecedor depois de uma discussão: todo crime deixa evidências.

Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, feito Lee Harvey Oswald, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder debaixo da cama, ao lado do bicho-papão. Outros confessam sua culpa em altos brados, fazendo de penico os ouvidos de infelizes garçons. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime, e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou remorso. Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos para escrever livros de auto-ajuda com nomes paradoxais como O Amor Inteligente ou romances açucarados de banca de jornal, do tipo A Paixão Tem Olhos Azuis, difundindo ao mundo ilusões fatais aos corações sem cicatrizes.

Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos.

Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão. Estes não querem ser sacrificados, e, à semelhança dos zumbis hollywoodianos, também se alimentam de cérebros humanos, definhando paulatinamente até se tornarem laranjas chupadas.

Existem os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, comuns principalmente entre os amantes platônicos que recordarão até o fim de seus dias o sorriso daquela ruivinha da 4ª série, ou entre fãs que ainda suspiram em frente a um pôster do Elvis Presley (e, pior, da fase havaiana). Mas titubeio em dizer que isso possa ser classificado como amor (bah, isso não é amor; amor vivido só do pescoço pra cima não é amor).

Existem, por fim, os amores-fênix. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da TV ligada na mesa-redonda ao final do domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram - teimosos, e belos, e cegos, e intensos. Mas estes são raríssimos, e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. Mas não quero acreditar nisso.

Um dia vou colocar um anúncio, bem espalhafatoso, no jornal.

PROCURA-SE: AMOR-FÊNIX
(oferece-se generosa recompensa)"


"Pequeno Tratado sobre a Mortalidade do Amor" (texto de Alexandre Inagaki)

AGRADECIMENTO ESPECIAL A JONAS MAIA QUE ME ENVIOU ESSE LINDO TEXTO POR E-MAIL.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

LIBRA

Estamos quase fechando a temporada do signo de libra. Já faz um tempo venho querendo escrever sobre esse signo, que para mim é o melhor do zodíaco.
Os meses de setembro e outubro são particularmente muito bons para mim, sempre. E assim, eu tenho uma empatia gratuita pelos aniversariantes desses meses e mais ainda pelos librianos.
Nunca achei que teria tanta simpatia assim... Um bom exemplo disso é a minha irmã (que faz aniversário hoje), Luciana. Desde pequenas brigávamos como cão e gato. Já chegamos a ficar um ano sem conversarmos.
Mas aí o tempo foi passando, nós duas amadurecemos. Depois cada uma "para o seu lado", a distância, a saudade, enfim, viramos grandes amigas...
Com a amizade veio também a relação com o signo dela. Eu vi que em muitas situações, a serenidade dos librianos é fundamental. E tem também a grande facilidade que eles têm em se relacionarem. Se dão bem com todo o mundo... Meu Deus!
Então está aí a minha homenagem aos librianos!
E parabéns irmã! E tenho que confessar: morro de inveja... inveja branca, tá...

sábado, 17 de outubro de 2009

ACIMA DO SOL

SKANK

Assim ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer

Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis

Tão fácil perceber
Que a sorte escolheu você
E você cego nem nota

Quando tudo ainda é nada
Quando o dia é madrugada
Você gastou sua cota

Eu não posso te ajudar
Esse caminho não há outro
Que por você faça

Eu queria insistir
Mas o caminho só existe
Quando você passa

Quando muito ainda pouco
Você quer infantil e louco
Um sol acima do sol

Mas quando sempre é sempre nunca
Quando ao lado ainda é muito mais longe
Que qualquer lugar

Ôo, um dia ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer

Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis

Se a sorte lhe sorriu
Porque não sorrir de volta
Você nunca olha a sua volta

Não quero estar sendo mal
Moralista ou banal
Aqui está o que me afligia

Ôo, um dia ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer

Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ALMA GÊMEA

"... - Provavelmente era. O problema é que você não entende o que essa expressão significa. As pessoas acham que a alma gêmea é um encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo para que você possa mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora..."

Trecho retirado do livro Comer Rezar Amar de Elizabeth Gilbert.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CANTINHO ESCONDIDO

Carlinhos Brown/Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Cézar Mendes

Dentro de cada pessoa
Tem um cantinho escondido
Decorado de saudade

Um lugar pro coração pousar
Um endereço que frequente sem morar
Ali na esquina do sonho com a razão
No centro do peito, no largo da ilusão

Coração não tem barreira, não
Desce a ladeira, perde o freio devagar
Eu quero ver cachoeira desabar
Montanha, roleta russa, felicidade
Posso me perder pela cidade
Fazer o circo pegar fogo de verdade
Mas tenho meu canto cativo pra voltar

Eu posso até mudar
Mas onde quer que eu vá
O meu cantinho há de ir

Dentro

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

DEUSA DA ABUNDÂNCIA

TRANQUILA

BEBEL GILBERTO


Tranquila
Levo a vida tranquila
Não tenho medo do mundo
Não tenho medo do mundo
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar

Tranquila
Levo a vida tranquila
Não tenho medo da morte
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar

Que passe por mim a doença
Que passe por mim a pobreza
Que passe por mim a maldade, a mentira e a falta de crença
Que passe por mim olho grande
Que passe por mim a má sorte
Que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância

Tranquila
Levo a vida tranquila

Que me passe
A doença que me passe
A pobreza que me passe
A maldade que me passe
Que me passe
Olho grande que me passe
A má sorte que me passe
A inveja que me passe
A tristeza da guerra

Tranquila
Levo a vida tão tranquila
Não tenho medo da morte
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Não vou me preocupar

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

DUAS ÁGUAS - DOIS CAMINHOS


São duas "águas" que andam juntas
Lado a lado
Mas não se misturam
Caminham na mesma direção.

São duas "águas" de cores diferentes
Com composições diferentes
Mas continuam sendo "água"
Água de rio, água doce...

Por que não se misturam?
Como todas as outras "águas" no mundo?

Prefiro não achar respostas
Não sou cientista
Prefiro ser somente amante de rara beleza
Assim como prefiro não entender as pessoas
Só observá-las.

Luana Valgas.

POEMA EM LINHA RETA

Poema em linha reta
Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

domingo, 3 de maio de 2009

O TRAJETO DE VOLTA PRA CASA

Depois de um dia de serviço puxado, com encontros com marceneiro, clientes, aprovação de projetos e materiais, enfrentei mais um engarrafamento de volta pra casa.
No carro, com os vidros fechados para evitar o vento frio que começa a soprar aqui em BH, eu ainda ria sozinha dos papos engraçados que rolaram no happy hour com as minhas amigas. Como ninguém é de ferro, resolvemos nos encontrar para conversar fiado tirando proveito do feriado do dia seguinte.
Dirijia tranquila apesar do corpo cansado. Como de costume procurei a lua. Queria conferir sua presença. E ela estava lá sorridente. Muito prata num céu muito preto! Linda!
Ouvia no rádio uma música comum, sem grandes emoções. Mas não troquei a estação e não estava a fim de procurar um cd para tocar. Estava simplesmente ouvindo a melodia, distraída.
Olhei pelo espelho do retrovisor interno e no carro atrás do meu havia um casal. Aí eu pensei(com aquela pontinha de inveja branca, confesso): "Véspera de feriado... Esse casal deve estar preparando um cineminha em casa, pipoquinha, coca-cola etc. Que delícia!"
Mas esse pensamento logo se dissipou através das luzes ofuscantes dos outros carros, buzinas, motoqueiros e todos esses "Srs. Volantes" dos dias atuais.
Olhei novamente para o retrovisor e o carro do casal ainda estava atrás de mim. Comecei a prestar mais atenção. E a cena que eu via naquele reflexo era: Um rapaz jovem sério, nervoso, que gesticulava com as mãos e falava de forma ríspida. A moça também jovem, estava com a cabeça apoiada no encosto do banco, olhando fixamente para a frente e não dizia nada, só ouvia. Ele acendeu um cigarro e continuou com os gestos nervosos e a discussão. Um momento depois a moça pôs uma das mãos em um lado do rosto e fechou os olhos. Assim permaneceu por alguns minutos. O rapaz, ainda mais irritado, mudou de faixa e tirou o carro detrás do meu arrancando apertado num espaço entre dois carros.
Que bom! Não precisei mais olhar aquela cena triste e pude valorizar muito o banco do passageiro vazio ao meu lado, a minha liberdade de não ter que ouvir ninguém e nenhuma discussão. Eu comigo mesma, ouvindo aquela música que não me agradava, mas que eu estava ouvindo por opção.
E ao chegar em minha casa, pude sim preparar uma sessão de cineminha (tudo bem, novelinha), mas tendo a companhia da família e um jantarzinho quentinho delicioso. Depois foi só entrar debaixo das cobertas, dormir e curtir o feriadão.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

OS HOMENS QUE AMAMOS

Este texto foi escrito por mim e pela Chris, num momento de muita inspiração e reflexão.

Meninas: acho que vocês vão concordar com a gente!

Meninos: vejam se aprendem um pouco com o texto, tá?!

OS HOMENS QUE AMAMOS

Os homens que amamos não são nem de longe perfeitos.

Nem tão pouco deuses gregos, fiéis, dedicados a nós, deusas indianas.

Os homens que amamos nos olham nos olhos, quando querem nos beijar.

Sabem rir das besteiras que fazem.

E riem também das nossas besteiras, sem julgamentos.

Sabem ser sinceros.

Não telefonam quando não querem falar com a gente.

Mas quando ligam são intensos.

Os homens que amamos não usam pochetes, a não ser se estiverem numa trilha de bike ou uma caminhada até a cachoeira.

Adoram esportes.

E têm uma mãe que nos adora.

Têm tatuagens que combinam com as nossas.

Amamos os homens que sabem que educação não é frescura.

Estão sempre cheirosos e têm um perfume de sono, de preguicinha matinal.

Sabem cozinhar.

Mandaram a ex de volta ao planeta de origem.

Telefonam só para dar "boa noite".

Sendo lindos, não deixam que a beleza seja o seu maior atrativo.

Beijam muuuuuito. E beijam bem!

Adoram cinema.

Falam espanhol.

Abrem uma champagne na terça-feira à tarde, sem motivo especial.

Não vivem sem a gente.

Sabem que a mulher da vida deles existe e vai chegar (ou já chegou).

Conhecem e aceitam nossos defeitos.

Adoram nossas amigas.

Amamos os homens que roubam um beijo, depois outro e mais outro.

Adoram nosso sorriso.

Reparam no nosso corte de cabelo.

Amamos os homens que quando brigam para sempre duram 5 minutos na sua convicção.

Comem brigadeiro de colher.

Se sentem muito sozinhos quando não estão com a gente.

Nos fazem acreditar que príncipes ainda existem.

Amamos os homens que estão ao nosso alcance.

Que nos recebem sempre com um abraço bem apertado e um selinho carinhoso como se não nos visse a 1 mês, mesmo tendo passado a noite ao nosso lado.

Sabem ser crianças.

Que nos enchem de elogios sinceros e não com doces mentiras.

Chris Almeida e Luana Valgas.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Pra quem tem estilo.


Essa linha de esmaltes saiu com edição limitada, as cores são lindas, vão do pérola sequinho ao azul quase roxo. É demais! Pra quem não se atreve, os branquinhos são clássicos....
É só pintar e mostrar as garras .